12.10.11

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Se o nome deste post fosse EM BUSCA DA CASA PERFEITA, terminava já aqui, porque não há. Ou talvez haja, mas conciliar-se todos os factores inerentes a tal coisa tornam-na [quase] impossível.

 

Quando decidimos mudar de casa, ou somos quase obrigados a fazê-lo [vamos dizer que é a mesma coisa] com poucos dias para procurar, escolher, ver, escolher, pensar, decidir, reservar, efectuar a mudança, torna-se uma tarefa digna de cronometragem para quiçá ingressar no livro dos recordes.

 

Encontra-se tudo um pouco nos placards onde estão afixados os anúncios e, desde logo, é necessário ter alguns critérios de selecção. Os meus preferidos são aqueles escritos com letra da primária, difícil de decifrar à qual atribuímos uma pessoa idosa como senhorio. Normalmente não me engano e sei à partida que a conversa telefónica vai ser muito interessante [quase tanto como se fosse ao psicólogo falar de mim].

Conversa 1:

Ligo e MOOOOOOOOCHE toma-te o velho é moche e a mim dá-me muito jeito.

Atende, afinal é uma velha, pela voz diria a rondar os 80 e picos, está com uma respiração muito agitada e das duas uma, ou estava a fazer o amor com o vizinho da frente ou tinha o telemóvel na outra ponta da casa e foi a correr.

Eu - Boa tarde, estou a ligar pelo anúncio do quarto. Ainda está disponível? [isto é igual em todas as conversas]

Ela - Sim está [respira, respira].

Eu - Podia dar-me mais informações sff...

Ela - Pois mas a casa fica um bocadinho longe das universidades [respira, respira].

Eu [que não tinha dito que era estudante] - mas não faz diferença.

Ela - mas não é estudante? trabalha?[respira, respira].

Eu - não [achei que dizer isto daria mais seriedade à cena, mas afinal enganei-me] e sim.

Ela - então e trabalha onde? é de onde? e os seus pais fazem o quê? costuma chegar a que horas a casa? tem namorado?[respira, respira].

Eu - [respira, respira] olhe muito obrigada, já reuni todas as informações que precisava. Boa tarde.

 

A isto é o que se chama perda de tempo e, de alguma paciência também.

 

 

Depois há os anúncios que oferecem 2 QUARTOS A MENINAS, que mais parece que procuram putas [termo que cá para estas zonas é semelhante].

 

Por outro lado é muito chato quando o tudo parece correr bem, a pessoa foi simpática ao telefone, a casa parece porreira, preço interessante e tal. Depois chegamos lá e afinal o que nos estão a mostrar é uma pocilga de porcos.

 

É preciso ter sorte no que se encontra. Será que eu tive sorte?

 

link do post Pra lá das 5, às 22:24  comentar

De Maria Araújo a 16 de Outubro de 2011 às 23:15
Olá. Finalmente um post.
1º acho terrível o modo como atendem as pessoas
2º a velhota, é mais carinhoso dizê-lo desta forma, ne sequer deveria fazer tais perguntas.
3º adorei este expressão :" .amor com o vizinho da frente".
4º oferecer quartos a meninas? por isso o país está uma valente merda.
Mas há casas e lugares acessíveis (depende de e para onde vai).
Obrigado pela visita ao meu blog, e está tudo bem comigo.
Beijinho


De Pra lá das 5 a 27 de Outubro de 2011 às 00:20
É verdade, este post estava custoso de sair, mas já está :)
Pois que tentar arrendar casa a velhotes é sempre uma grande chatice, eu nunca passo de conversas telefónicas com eles, ora porque eles resolvem desligar ora porque acho que não tenho que me sujeitar aquilo, mas todos têm uma semelhança, o volume de perguntas pessoais que fazem. Depois de passar pelas situações até que dá vontade de rir...

Fico contente por saber que está tudo bem consigo :)
Beijinho

 
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