19.10.10

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Por vezes gosto de ir às compras, nem sempre, porque também tenho dias em que mais valia cortar os pulsos. Quando vou gosto de entrar nas lojas e regra geral em menos de 2 minutos tenho tudo visto, só se alguma coisa me prender a atenção é que demoro mais uns segundos. Mas onde quero chegar é quando estamos a ver um casaco ou qualquer muito entretidas e toca o alarme da porta. Qual é a reacção imediata? Olhar para a porta e ver quem foi a criatura que resolveu palmar qualquer coisinha ainda que saibamos que foi provavelmente a empregada que se esqueceu de tirar o alarme.

 

Mas chato, mesmo chato chato é quando essa merda nos acontece a nós. Convenhamos que é um pouquinho desagradável, mesmo que esteja tudo pago. Hoje aconteceu-me a mais estúpida de todas, estava a sair da loja, vinda da caixa, não havia mais ninguém a sair, apito. Depois de toda a gente olhar para mim e pensar "O que será que aquela gamou" dirijo-me à caixa e digo que o saco apitou, para ela ver, vai de lá com grande descontracção e diz "Ah isso foi de outra loja".

 

WTF??? Aquela porcaria apitou e acendeu as luzinhas, quase que me sinto uma criminosa a ser fuzilada pelos olhares alheios, chego lá e a gaja nem nem comprova que estou inocente?? É que se voltasse a apitar alguém levava com o saco na cara...

 

Parece que está tudo manipulado, e que de tempos a tempos tem disparo automático... Santa paciência...

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11.10.10

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Não, não me refiro aos choques que há na estrada com carros a sério, ou àquele toca-e-foge, ao acelera e trava, ao chamar nomes às restantes criaturas que por lá andam mas, aos carrinhos de choque da feira. Estar meia hora encostada ao pilar da pista dá para observar algumas coisas e tirar algumas conclusões e ver coisas giras [parvas, muito parvas].

 

Assim que se chega perto, a música é o que mais chama à atenção. Quer dizer, talvez não, porque no meio de tantos carrosséis só é perceptível o barulho, que por sinal não é pouco. Mas talvez a luzes, o aglomerado de gente, as faíscas a soltarem-se da rede, mas para a minha pessoa o mais importante é a mística que transporta, pode haver carrosséis novos todos os anos, mas os CC estão sempre lá com lugar cativo, e toda a minha infância a cada semana de feira, só desejava ter as pernas maiorzinhas para poder andar nos CC dos grandes. Pessoalmente a partir do momento em que tirei a carta [dos carros a sério] os da feira deixaram de me interessar tanto, vá-se lá saber porquê. Não passei a chocar contrar os outros, nem com o virar todo do volante ele anda para trás e muito menos tem só um pedal [se bem que ao início eu desejava que os carros reais também só tivessem um pedal], mas pronto. 

 

Mas gostei de ver os putos entre os 12 e os 17 com ar de quem 'domina a cena', vi malta com sacos cheios de fichas, vi muita gente chungosa, vi muitos gaiatos a conduzir o carro com ar de bad boy, vi muita gente de cigarro na boca [criaturas que vi ainda de chucha, agora com uns 15 anos], vi namoradinhos de adolescência, vi choques propositados porque o rapaz do carro da frente era todo giro, vi disputa pelos veículos na hora de trocar. Vi também velhos embriagados no meio da malta. E fiquei também algumas vezes de boca aberta, espantada com coisas que ou nunca tinha visto ou me surpreenderam.

 

Em suma, o fenómeno carrinhos de choque é algo

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