28.11.11

Odeio funerais. Calculo que a maior parte das pessoas também não goste. Tento evitá-los os mais possível, tanto que, em menos de um quarto de século de vida só fui a três. Dois deles porque era inevitável, familiares demasiado próximos e este último, por questões relacionadas com a distância e porque não queria que a mami fosse sozinha. Os filhos também servem para estas coisas, não é só para pedir dinheiro.

 

Já não me lembrava o que é ver as pessoas a sofrer pela perda de alguém próximo. Isso custa. E custa também imaginar que aquela pessoa ali a chorar podia ser eu e que aquele pai ali deitado com ar de morto, podia ser o meu. Mas são pensamentos que depressa têm que nos abandonar, porque aquela não é a nossa realidade, e a lei da vida diz-nos que chegará a nossa vez. Também acontece que, por vezes, a lei da vida é uma parva e troca-nos as voltas. Nunca sabemos.

 

Há uma série de procedimentos e coisas que se fazem que para mim não fazem grande sentido e outras que eu nem sabia, como não  abandonar o morto.

 

Eram 8h30 da manhã e estava frio,

Filha do defunto: Vamos ali à cafetaria beber qualquer coisa quentinha.

Mami: mas não vamos todas, vão primeiro vocês as duas que eu vou depois. Não vamos deixar aqui o corpo sozinho.

Eu: Oh mãe, mas ele não foge...

 

Não, eu não disse aquilo, foi só uma enorme tentação de o dizer, mas o respeito por alguém que sofria fez-me estar calada.

E não nego também, os pensamentos que me assolaparam quando por alguns momentos fiquei sozinha na morgue com o morto. Sou uma medricas é o que é...

 

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11.10.10

Google images

 

Não, não me refiro aos choques que há na estrada com carros a sério, ou àquele toca-e-foge, ao acelera e trava, ao chamar nomes às restantes criaturas que por lá andam mas, aos carrinhos de choque da feira. Estar meia hora encostada ao pilar da pista dá para observar algumas coisas e tirar algumas conclusões e ver coisas giras [parvas, muito parvas].

 

Assim que se chega perto, a música é o que mais chama à atenção. Quer dizer, talvez não, porque no meio de tantos carrosséis só é perceptível o barulho, que por sinal não é pouco. Mas talvez a luzes, o aglomerado de gente, as faíscas a soltarem-se da rede, mas para a minha pessoa o mais importante é a mística que transporta, pode haver carrosséis novos todos os anos, mas os CC estão sempre lá com lugar cativo, e toda a minha infância a cada semana de feira, só desejava ter as pernas maiorzinhas para poder andar nos CC dos grandes. Pessoalmente a partir do momento em que tirei a carta [dos carros a sério] os da feira deixaram de me interessar tanto, vá-se lá saber porquê. Não passei a chocar contrar os outros, nem com o virar todo do volante ele anda para trás e muito menos tem só um pedal [se bem que ao início eu desejava que os carros reais também só tivessem um pedal], mas pronto. 

 

Mas gostei de ver os putos entre os 12 e os 17 com ar de quem 'domina a cena', vi malta com sacos cheios de fichas, vi muita gente chungosa, vi muitos gaiatos a conduzir o carro com ar de bad boy, vi muita gente de cigarro na boca [criaturas que vi ainda de chucha, agora com uns 15 anos], vi namoradinhos de adolescência, vi choques propositados porque o rapaz do carro da frente era todo giro, vi disputa pelos veículos na hora de trocar. Vi também velhos embriagados no meio da malta. E fiquei também algumas vezes de boca aberta, espantada com coisas que ou nunca tinha visto ou me surpreenderam.

 

Em suma, o fenómeno carrinhos de choque é algo

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4.10.10

 

Ora que a semana passada foi um misto [extra misto vá] de coisas... Assim muito resumidamente o trabalho sazonal onde estava terminou e tive que mudar e procurar casa [assim de rompante] em 48 horas.

 

Tive pena que estes dois meses tivessem passado tão depressa. Gostei daquilo. Gostei mesmo daquilo. Não só pelo trabalho desenvolvido, que veio pôr em prática aquilo para que vim a estudar, mas pelos métodos de trabalho, pelas pessoas. Sim, acho que as pessoas, que parecem uma pequena família, são de facto importantíssimas para que tenha corrido tudo tão bem. Se foi cansativo? Foi, mas voltava a fazer tudo de novo. Não trocava aquilo por dois meses de praia [tendo que escolher]. Vim com vontade de ficar, mas é assim...

 

Quanto à casa, acho que nem vou falar sobre o assunto, foi tudo demasiado rápido e cretino, e só me veio comprovar que há pessoas sem escrúpulos...

 

Agora a minha pessoa encontra-se de férias [palavra mais subtil para desemprego], coisa de que já se está a fartar. Já se anda à procura de um novo trabalho sazonal [digamos que, para ir experimentando as várias áreas de que a minha formação me dá possibilidade]. E mesmo sabendo que o mestrado está prestes a começar e que não vou ficar sem nada para fazer, ainda assim não gosto de estar desocupada...

 

E como não gosto de estar desocupada agora vou às compras, estoirar o dinheiro que ganhei [or not]... 

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4.5.10

Imagem daqui

 

Não vou dizer que tenho uma aversão a todas as pessoas, mas decerto que a tenho a algumas.

 

Ora uma pessoa [entenda-se, eu] vai na rua, disparada que nem uma flecha, porque sim! Porque o meu passo normal é rápido, porque os sítios têm horas para fechar, porque tenho tempo limite para entregar documentos, porque está vento, porque me apetece, porque sim.

É, no entanto normal, encontrar pessoas conhecidas na rua, às quais se faz um aceno de cabeça, ou levanta-se a mão tipo "OLÁ", ou se passarmos perto diz-se Bom dia [dependente da hora], mas é um cumprimento cordial rápido e toca a andar...

 

Mas, depois temos as outras pessoas, que têm tempo para tudo e ainda lhes sobra algum para dar milho aos pardais, e assim que nos vêm, param no meio da rua, gritam, berram, abrem os braços do tipo "Há tanto tempo..." [do género, ontem à tarde, mas insistem sempre no mesmo].

Confesso que quando isto acontece, costumo olhar para trás, na esperança que o número de circo seja para o/a sortuda que vem atrás, e normalmente não tenho sorte.

 

Odeio mesmo, mas mesmo mesmo, quando vou cheia de pressa e há pessoas que insistem que tenho de para, que têm de me lambuzar a cara, mandar perdigotos, que falam tão perto de mim que parece que me querem beijar. Ah mas também acontece uma coisa que eu acho curiosa, mas ainda não consegui chegar a nenhuma conclusão. 

Falam comigo e olham para a zona do peito, tipo para as mamas. As minhas companheiras de viagem nunca foram o centro das atenções pelo tamanho, e eu também não sou assim tão alta que as pessoas não me consigam olhar para a cara... Juro que chego a olhar para baixo, para verificar se tenho a blusa suja, ou um botão da camisa que se desapertou ou qualquer coisa que me valha, mas nada...

  

Quando vejo que tenho mesmo de me pôr a milhas começo a afastar-me, e claro que por vezes a inconveniência é o meu nome do meio:

 

Pessoinha: Então mas olha, lá em casa como é que tão todos?

Je: Sim sim, o canário está bom e o gato morreu… Até outro dia…

 

Sou muito desagradável com a comunidade circundante…  

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14.4.10

Ontem, estávamos a lanchar, e às tantas o colega P. lança uma perguntinha um pouco pertinente:

"Qual será o critério das pessoas para deixarem de falar?!"

 

Continuou, "No outro dia ia na rua, no outra lado iam duas raparigas que conhecia porque eram amigas de uma amiga minha, e tínhamos estado juntos em alguns jantares e não sei quê. E elas antes falavam. Não é que passámos braço com braço e elas nem à merda me mandaram?!"

 

Fiquei a pensar, e o colega não deixa de ter uma certa razão. Há pessoas com as quais se tem uma relação, vá, cordial... e às tantas passamos por elas e nadinha de nada, nem 'Olá' nem 'Adeus'...

 

Sou um bocado radical nessas coisas. Passo uma vez, digo ou olá, ou bom dia [mais formal]passo outra e digo o mesmo, mas se não receber nenhuma resposta em troca, nunca mais digo nada, bem que a pessoa pode ir a gritar pela rua ou fazer adeus de longe ou o que bem lhe apetecer, mas não lhe dirijo nem um elevar de sobrancelha... pancadista diria... mas não gosto nadinha de fazer figura de "Pimbas, já ficaste mal", nisso [e noutras coisas] sou um bocado 'arrogantezinha'.

 

É certo que por vezes as pessoas podem não ver. Por mim falo, que sou bastante distraída e por vezes nem reparo, daí que até dê um desconto, mas também não estamos em saldos...

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